Criei um blog em 2026 porque ultimamente eu estava em looping toda vez que entrava na internet, seja pra trabalho ou lazer. E talvez você também esteja percorrendo o mesmo ciclo: Abrir o Instagram, rolar a tela por vinte minutos e fechar sem ter absorvido nada. Um monte de coisa passa aos nossos olhos e, no fim, nada é absorvido. E aí eu fico pensando: por que isso não acontecia quando eu ficava horas lendo blogs?
Eu sempre senti falta dos blogs. Só que dessa vez eu decidi fazer alguma coisa em relação a isso. E essa decisão veio porque eu sempre amei a internet e o mundo digital, porém, ultimamente algumas coisas tem me incomodado muito por aqui…

1. Todo mundo virou expert em alguma coisa
Tem uma fórmula que tomou conta e que me cansa de um jeito que eu mal consigo explicar. É aquela onde cada experiência pessoal vira uma lição de vida. A pessoa torceu o tornozelo aos sete anos e isso a ensinou algo valioso sobre gestão de equipes. Viajou sozinha uma vez e descobriu os segredos do autoconhecimento. Comprou um sofá e entendeu tudo sobre finanças pessoais.
Eu entendo a lógica de começar um conteúdo técnico contando algo pessoal. Só enjoei.
Sinto falta de gente que conta o que está vivendo sem precisar empacotar isso em aprendizado. Que fala “fui ao mercado e aconteceu uma coisa engraçada” e é só isso. Comprei um batom novo e você precisa saber qual é, porque ele é ótimo e pronto! A vida não precisa ter moral em tudo. Às vezes é só uma história boa, e isso já é suficiente.
2. A comunidade sumiu
Eu me lembro de ter três mil seguidores no blog antigo e receber quarenta comentários por post. Comentários de verdade, com nome, com opinião, com “cadê o post de hoje, sumida?”. Eu conhecia as pessoas pelo apelido. Sabia o que estava acontecendo na vida delas. Era uma troca real, daquelas que a gente sente falta sem conseguir nomear direito.
Hoje a gente tem muito mais alcance e muito menos conversa. As pessoas assistem, salvam, compartilham. Mas não falam. Não conversam com você. Não se sentem próximas. Virou um consumo silencioso, e você nunca sabe de verdade se o que está fazendo está fazendo sentido para mais alguém.
Blog tinha comentário. Blog tinha proximidade. Blog tinha aquela sensação gostosa de estar falando diretamente com alguém, não para alguém.
3. O conteúdo ficou pesado
Pesado não no sentido de sério. No sentido de calculado. Construído pra converter, pra reter, pra aparecer no algoritmo. Tudo tem intenção, tudo tem funil, tudo tem uma embalagem tão profissional que às vezes parece mais uma vitrine do que uma conversa.
De novo, entendo a lógica. Só sinto falta de algo mais leve e mais gostoso de acompanhar. De conteúdos que não querem nada de você além de alguns minutos da sua atenção. E claro, de saber que aquilo te ajudou de alguma forma.
Esse é o tipo de coisa que o blog entregava de um jeito que nenhum outro formato entregou até hoje.

Mas Lorenna… Faz sentido criar um blog em 2026?
Dá. E dá pra monetizar de diversas formas: com produtos digitais, com afiliados, com parcerias, com a loja de infoprodutos que estou construindo aqui dentro. Mas vou ser honesta sobre uma coisa: Esse não é meu principal objetivo aqui.
Quando você tem um blog, ele é seu. O domínio é seu. O conteúdo é seu. O contato com quem lê é seu. E ele só some, um dia, se você quiser. Foi por isso que eu resolvi reconstruir meu cantinho do jeito certo: com domínio próprio e uma hospedagem simples de mexer. Se você também está pensando em criar o seu espaço, eu pesquisei bastante antes de pagar domínio e hospedagem, e comecei por aqui: recomendo.
Além disso, eu quero a liberdade de não ter que definir um nicho e ficar presa nele pra sempre. De não precisar me perguntar “mas será que faz sentido eu postar isso no meu perfil?” antes de cada conteúdo. De não depender do Instagram, de um algoritmo que muda de regra toda semana, de uma plataforma que pode sumir do mapa amanhã levando tudo que cada um de nós construímos ali.
A base de tudo isso é ter a liberdade criativa que eu tanto sinto falta. Eu quero escrever sobre design hoje, te contar sobre um filme que me marcou amanhã, e compartilhar minha rotina com três filhos no dia seguinte. Sem ter que justificar pra ninguém se aquilo “faz sentido pro meu posicionamento”. Faz sentido porque eu quis. E isso já é suficiente. Então, eu voltei.
O Papel da Lola era o nome da minha papelaria, daquele universo de criar com as mãos, de caderno, de imprimível. Mas carrega um duplo sentido que eu gosto demais. Papel como material e papel como função. O papel que a Lola desempenha, o que ela quer criar, o que ela quer ser.
Aqui vai ter vida real, compras, filmes, decoração, design, livros, bastidores de projetos que eu participo e tudo mais que me der vontade de te contar. Sem fórmula, sem lição embutida, sem nicho definido.
E se você chegou aqui sentindo o mesmo que eu sinto, aquela vontade de ter um cantinho seu na internet de novo, de criar sem ter que justificar cada escolha pro algoritmo, saiba que esse sentimento é mais comum do que parece.
E pensa comigo: A blogsfera pode voltar. Mas isso começa com a gente. Vamos juntas?!




Respostas de 2
Amei a ideia de reconstruir seu blog. Não te conhecia antes, e nem lembro porque recebi seu e-mail. Mas foi uma boa surpresa. Sinto falta exatamente disso que você colocou tão bem.
Obrigada.
Beijo,
Deiva
Oi, Deiva! Tudo bem? ♥
Fiquei tão feliz com seu comentário! Você estreou essa área do blog.
A minha base de e-mails vem dos meus lançamentos ou da própria inscrição da newsletter. Provavelmente, você se inscreveu no meu desafio de Canva em 2019 ♥
Fiz até um post lá no substack falando sobre, olha só: https://substack.com/home/post/p-175239414
Muito obrigada por sua presença aqui, espero que continue acompanhando (e gostando cada vez mais)